sexta-feira, 18 de maio de 2007

Outro poema: "Do real imaginado"


O conto da criação

A pena,
pavio de sol,
raia a palavra terra
até à pedra;
onde a gema flora.

A chama apura o topázio,
uma estrela nasce
sobre o mar.

Quando a cor toca na água,
a palavra começa a respirar.

Meu só momento:
o facho da letra
fecunda as fendas de sal
e sou o fundo onde a vida aflora.

Mera sensação: o que resta
é sempre o poema,
sobra do mar -

ainda que, como agora,
a gota de uma vogal

mine sozinha na página.

5 comentários:

Cosanpa disse...

Amei a crônica do Caetano....vc é poeta de verdade! beijos, anonima.

Arthur disse...

EU FIZ UMA HISTÓRIA, QUERO SABER SE VOCE QUER LER?

78 PAGINAS E SE TUDO DER CERTO EU ACABO COM 80

Benny Franklin disse...

Versos paraoaras de prima face!
Abçs

dominus010 disse...

O seu irmão Edinaldo me apresentou a você.
não dá pra mim mandar a história eu nem patentiei e é muito grande. Mas eu tenho um poema e eu quero que você leia e me diga se é bom:
Nos ossos do futuro

Se da janela eu vejo um rio "apoluiado"
E de seus olhos eu vejo olhos acostumados
Com a verdade da mentira "envitrinada"
Que mostra ao mundo uma farsa alucinada
Sem ao menos dar uma sólida explicação
Sobre o desacordo com a outra opinião
Eu acho que o mundo telvez precise de olhares menos pretenciosos
Até porque sem a paz ninguém vive, apenas se esconde entre ossos.

de Arthur Miranda

edson coelho disse...

lembrei de você. poxa, é que você era uma criança, e não relacionei com um escritor. gostei do seu poema, principalmente do final. lembro que você me surpreendeu muito. bem, quando puder, faça chegar a mim seus escritos.